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A Importância da Empatia no Cuidado Domiciliar
Você é uma pessoa empática? Sabe qual a importância da empatia no cuidado domiciliar, seja com o seu familiar doente ou com o paciente que você cuida?
Empatia é a capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa, caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela.
Consiste em tentar compreender sentimentos e emoções procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indivíduo.
Muitas vezes o cuidador não consegue se colocar no lugar do familiar doente, pois assume uma postura de cuidado que tem mais a ver com ele e sua vaidade de cuidador do que com as necessidades do paciente.
Quantas vezes o cuidador para pra perguntar ao paciente o que ele quer, como ele quer, de que jeito ele quer?
Muitas vezes, o cuidador sai fazendo porque acha que o que está fazendo é o certo, o melhor e não para pra perguntar.
Por exemplo, o horário do banho. Se antes de ficar doente o paciente gostava de tomar banho no período da tarde, porque quando ele precisa de ajuda o cuidador estabelece o melhor horário do banho pensando nele e não no paciente.
Por que não preservar a individualidade e preferências do familiar doente?
O cuidado deve ser partilhado, inclusive com o paciente. Quantas vezes perguntamos à ele quem ele gostaria que fosse o seu cuidador?
Saímos nos organizando pra cuidar e não paramos pra pensar ou perguntar por quem o familiar doente gostaria de ser cuidado. Se essa pessoa terá condições de cuidar do familiar doente é outra coisa, outro momento.
Então, ter empatia no cuidado domiciliar é mais do que fazer por si ou considerando o que os outros vão falar ou pensar. É estabelecer o cuidado pensando no familiar doente e partilhando as decisões com ele.
Se colocarmos em primeiro lugar o cuidado do paciente podemos evitar uma série de confusões e vaidades que podem envolver o cuidado domiciliar. O cuidado, o bem-estar e conforto do paciente deve estar em primeiro lugar.
Por isso, a importância do cuidador poder preencher sua vida com outras atividades que não apenas o cuidado. Ele precisa atuar em seus outros papéis como mãe, filha, esposa, amiga, cuidar de si mesma, para que, se for preciso dividir o cuidado, ele possa se estabelecer na vida e estar referenciado em outros laços sociais e não identificar-se apenas como cuidador.
Como é com você? Compartilhe cuidado conosco contando um pouco de sua história nos comentários.
Nos vemos nos próximos posts. Até mais! 😉
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Muito obrigada pelas dicas.Estou amando e aprendendo muito.Parabéns Dra.
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Olá, Judite! Que bom. Fico feliz em saber. Abraços
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Nasci gostando de cuidar… já cuidei de crianças especiais. Descobriram em mim essa facilidade, esse entrosamento com as portadoras de necessidades especiais.
Porém o mercado pra babá é mais complicado qdo se tem filhos pois as vezes precisa viajar com a família da criança.
Sendo assim, fiz curso e me tornei cuidadora.
Agora lendo esse texto sobre empatia, entendi porque as vezes me chamam de chata…
Um exemplo disso: a minha paciente estava almoçando e a empregada da casa preocupada pq o pano que ela colocou no colo da paciente não parava, e toda hora ela esticava o braço e enfiava fila a dentro o pano.. eu olhava nos olhos da minha senhorinha e me coloquei no lugar dela…
Pedi que parasse pois aquilo tava chato, se caísse a comida e sujasse, eu trocava a roupa…
Ah mas aí eu tenho que lavar! (disse a empregada)
Aquilo me incomodou e eu perguntei, e se fosse vc? E se alguém ficasse te importunando dessa forma?
Isso deve ser empatia, eu acho!
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Olá, Elis! Sem dúvida nenhuma é empatia às dificuldades de sua paciente. Fico feliz com seu relato e em saber que conseguiu não só perceber o posicionamento da outra profissional, como tb de se colocar, defendendo as fragilidades da senhora. Muito obrigada pelo seu comentário e por compartilhar conosco sua vivência. Abraços
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Amei a materia e as dicas estou aprendendo ainda mais
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Olá, Ivanilde, tudo bem? Que bom! Ficamos felizes em saber 😉 Obrigada pelo comentário! Abraços