PORTADORES DE ESCLEROSE MÚLTIPLA PRECISAM DE CUIDADORES?

Tempo de leitura: 3 minutos

Hoje, 30 de agosto, é comemorado o dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla. Você sabe do que se trata?

Esclerose Múltipla: O que é?

A Esclerose Múltipla é uma doença neurológica, crônica e autoimune. Por autoimune entende-se que a defesa do organismo ataca o próprio sistema nervoso, provocando lesões.

A causa da doença ainda é desconhecida, mas estudos recentes tem possibilitado uma melhora significativa na qualidade de vida dos paciente.

A Esclerose Múltipla é uma doença neurológica, mas não mental; Não é contagiosa e não possui cura ou prevenção. Seu tratamento consiste em atenuar os afeitos e desacelerar a progressão da doença.

Apresenta os seguintes sintomas: fadiga intensa, depressão, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio e da coordenação motora, dores articulares e disfunção intestinal e da bexiga.

O diagnóstico é feito através do exame clínico bem detalhado, associado aos exames clínico e neurológico. Os seguintes exames são complementares para o diagnóstico da doença: Ressonância Magnética, Punção Lombar e Potencial Evocado.

Diagnóstico

Em caso de suspeita de Esclerose Múltipla, a primeira coisa a ser feita é procurar um profissional. O mais indicado neste caso é justamente o médico neurologista, que diagnosticará e tratará casos de Esclerose Múltipla.

O médico neurologista deverá aliar os seus conhecimentos à história clínica do paciente, bem como, solicitar exames físicos, neurológicos e laboratoriais.

Os critérios básicos para diagnosticar a Esclerose Múltipla são:
– Evidência de múltiplas lesões no Sistema Nervoso Central (SNC).
– Evidência clínica de pelo menos dois episódios de distúrbio neurológico num indivíduo entre 10 e 59 anos de idade.

Tratamento

Como dito anteriormente, não há cura para a Esclerose Múltipla. Ainda assim, o tratamento medicamentoso é importante e busca reduzir a atividade inflamatória e os surtos, contribuindo para a redução do acúmulo de incapacidade durante a vida do paciente.

Aliado ao tratamento medicamentoso, outras terapias são essenciais para aumentar a qualidade de vida e promover a harmonia física e espiritual, tratando o paciente como um todo e auxiliando na melhora da capacidade de realizar suas atividades de vida diárias.

No aspecto psicológico, o tratamento visa melhorar a autoestima, autoconfiança e trabalhando a depressão. Já no aspecto físico, ajuda a aliviar as dores, melhorando a força e a flexibilidade, bem como, reduzir a espasticidade e a fadiga.

Pacientes de Esclerose Múltipla precisam de cuidadores?

Tendemos a pensar que apenas pacientes acamados e que não realizam mais suas atividades básicas de vida diária precisam de ajuda e, consequentemente, cuidadores.

Isso não é verdade!

A maioria das famílias de fato contratam esses profissionais quando elas mesmas já não podem ou conseguem mais dar conta dos cuidados de seu familiar.

No entanto, podemos considerar como cuidado, o simples fato de separar a medicação do paciente e deixá-la disponível para que o mesmo administre ele mesmo sua medicação já é considerado cuidado.

Poder acompanhar o paciente aos médicos e suas terapias, bem como cuidar de tudo relacionado ao cuidado dele são considerados cuidados domiciliares e precisam de atenção, quer pelo cuidador familiar, quer pelo cuidador profissional.

Agosto Laranja

Neste mês de agosto aconteceu a campanha Agosto Laranja para conscientização da Esclerose Múltipla.

A AME – Amigos Múltiplos pela Esclerose – promoveu diversas ações para essa conscientização, entre elas, o evento “Pedale por uma Causa”, que aconteceu no último domingo, dia 27 de agosto.

A ideia dos eventos era justamente falar sobre diagnóstico, tratamento e possibilidades de se conviver com a doença.

Você já conhecia essa doença? Cuida de alguém que possui esse diagnóstico? Conta pra gente nos comentários!

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Nos vemos no próximo post!
Até mais! 🙂

4 Comentários

  1. Nayane Ferreira

    Boa noite!
    Parabéns pela informação acerca desta problemática. O cuidador da pessoa portadora de EM tem direito à redução de carga horária no trabalho?? A portadora é uma jovem, está com depressão e sentimentos de suicídio.

    Responder
    1. Soraia Boldarine

      Olá, Nayane! Obrigada pelo seu comentário. Não tenho certeza sobre a sua pergunta. COmo ela é muito específica, seria interessante vc procurar um contador, um advogado ou mesmo algum posto da previdência social. Eles poderão te responder com mais certeza. Boa sorte!

      Responder
  2. Maria Cristina Brancaglion

    Sou tia e cuidadora de uma moça de 30 anos que desde os 19 tem esclerose múltipla, ela mora comigo a 1 ano, ela não anda, tem dificuldades pra mecher os braços e dificuldades na fala, ela depende de mim pra tudo, sou dona de casa, e além de todo o serviço de casa , cuido da minha mãe de 86 anos também. Preciso muito de ajuda de uma cuidadora , pois nao estou mais conseguindo tirar ela da cama e colocar na cadeira pra tomar banho ou ficar no sol…ela tem convênio mas o convenio nao autoriza o home care …o que posto fazer? Me ajude pf

    Responder
    1. Soraia Boldarine

      Maria Cristina, neste caso vc terá que contar com a ajuda de um cuidador particular, já que vc não consegue a liberação do home care pelo convênio. Não sei qual a sua condição financeira e nem onde vc reside, mas sei que há a possibilidade de contratar um cuidador apenas por algumas horas por dia para te ajudar a dar banho na paciente e tirá-la da cama. Algumas agências de emprego fornecem essa mão de obra. Espero que consiga alguém pra te ajudar o mais rápido possível! Forte abraço

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