E SE A EQUIPE INDICAR UMA INSTITUIÇÃO DE SAÚDE PARA SEU FAMILIAR?

Tempo de leitura: 2 minutos

Você já passou pela situação de ver a equipe de saúde que cuida do seu familiar doente indicando uma instituição como o lugar mais adequado para cuidar dele ao invés do domicílio?

Isso pode acontecer em alguns casos.

Recentemente acompanhei um caso em que a paciente possuía um câncer avançado e estava em cuidados paliativos. A família apresentava uma série de dificuldades para cuidar de seu familiar, sendo uma delas a dificuldade de locomoção para o hospital. A paciente estava muito emagrecida e precisava ser transportada por ambulância e, como o SAMU transporta até o hospital mais próximo, a família então, pagava um veículo particular.

A família ainda apresentava questões com a técnica para dar o banho e trocar as fraldas, pois a paciente estava muito emagrecida, o que dificultava a manipulação por parte dos familiares. Estavam ainda às voltas com uma dificuldade emocional em vê-la daquele jeito e dificuldade moral, já que sentiam a paciente morrendo aos poucos com grande sofrimento sem poder fazer nada. Sentiam-se muito impotentes!

Após um período de rebaixamento do nível de consciência, a paciente foi levada ao hospital e estabilizada. A equipe do hospital percebendo as dificuldades da família, procurou acalmá-los e orientá-los. E aqui vale dizer da importância da equipe multidisciplinar quando o paciente encontra-se em cuidados paliativos, pois é possível a família dividir suas angústias e medos, mas também saber se estão no caminho certo do cuidado.

No caso em questão, a equipe, muito sensível, percebeu que a família estava muito cansada, perdida e com dificuldades para estabelecer um bom cuidado em casa. Indicaram uma clínica conveniada ao hospital para continuar os cuidados até o fim, que não demoraria a chegar, devido ao estado avançado da doença.

A paciente não foi transferida para a clínica, pois faleceu no hospital. A família, que não estava muito confiante em levar a paciente para a clínica indicada, sentiu-se aliviada e amparada no hospital, já que era a instituição que havia cuidado de seu parente com muita dedicação nos últimos anos.

Muitas vezes temos preconceitos com as instituições para cuidarmos de nossos familiares, mas é importante considerar o momento de cada paciente e de cada família. O melhor lugar é sempre onde o paciente encontra-se mais bem cuidado, mais confortável.

Momento difícil este, mas que vale a reflexão. Você ou algum familiar já passou por esta situação? Deixe seu comentário logo abaixo.

Compartilhe cuidado conosco! 😉

Até a próxima.

4 Comentários

  1. Lucia Naves Moraes

    Boa tarde. Achei fenomenal seu site. Eu cudo de minha mãe, Ela já esteve numa casa para idoso, muito bem cotizada no mercado. Mas igual eu passava por lá dia sim, dia não, e em horários diferenciados, Quando chegava escutava os comentarios das outras senhora, a quem eu SEMPRE, les dava bombons, bolachinhas..pedaços de bolo.Sim sim…era para ver e me contar o que se passava. Em uma oportunidade, chego num domingo ao meio dia e ao entrar vejo minha mãe sentadinha com sangue na roupa, sangue na roupa, e nos olhos algo de sangue. Nisso veio uma enfermeira nervosa….”Dona Lúcia, estou buscando uma ambulância pra levar a sua mãe ao hospital…..toda apavorada., Ela caiu no chão… Le disse::; esqueça, levo eu minha mãe ao pronto socorro…. e porque a srta não me ligou urgentemente, Resumindo, minha mãe ficou cega do olho esquerdo, confirmado naquela mesma tarde no PS da Prevent Senior.
    Já na levei minha mãe de volta, fui buscar suas roupas, acertar algo se acaso houvesse e NUNCA MAIS, a levei a uma casa de repouso. E poderia haver feito uma ação e pedir indenização á empresa. Nem quis saber, E decidi….vou cuidar da minha mãe, que me dá um trabalho gigantesco…..mas sou sua única filha, e mesmo tendo momentos de cansaço, sigo cuidando dela ja a dois anos e meio. Ela com 97 anos e Alzheimer já a seis anos. Sempre digo ás pessoas…..cuidado…com certas casa de repousos e preste muita atenção. Desculpe me alongar tanto…..
    Abraços
    Lúcia
    Moraes

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    1. Soraia Boldarine

      Lúcia, muito obrigada por compartilhar sua experiência conosco e com todas as pessoas que passam por uma situação semelhante à sua. Realmente cuidar não é fácil e o mais difícil penso que seja justamente tomar decisões como essa que vc tomou em ter sua mãe contigo e não mais em uma instituição. Obrigada por estar aqui conosco! Forte abraço

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  2. Elaine

    Oi doutora! Sou filha unica e cuido da minha mãe mas ela está muito obesa, tem diabete, não me obedece e come toda hr, aí o diabete sobe e eu não sei mais oque fazer. Também sou doente e estou ficando mais ainda, parece que ela vai infartar de tanta gordura, só quer comer e comer e começa a passar mal pq o diabete sobe, a pressão sobe. Oque posso fazer? Ela é acamada, e se eu não pegar ela me xinga, me ataca no face, e fala mal de mim para as pessoas e as pessoas acabam acreditando pq ela é idosa e acamada. Tem o gênio forte. Oque fazer?

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    1. Soraia Boldarine

      Oi Elaine! Puxa, que situação difícil. Mas olha, se ela é acamada, penso que vc teria como controlar melhor a situação. Entendo a importância do diabetes e do controle de todos os índices de saúde, mas penso que é necessário um equilíbrio tb. Talvez, na cabeça da sua mãe, ela pense que irá morrer em breve e quer aproveitar para comer tudo que pode. De fato, se ela comer tudo que pode, ela morrerá logo. E se vc 1) balanceasse as refeições dela? e 2) conversasse com ela sobre as expectativas dela para o futuro? Eu, pessoalmente, não ligaria para o que os outros dizem, até pq pra falar precisa vir ajudar. Quem não ajuda, não tem tb o direito de julgar. Força aí! Abraços

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