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Cuidar do familiar doente não é uma tarefa fácil. Alguns cuidadores conseguem verbalizar e valorizar o que pensam e sentem, isto é, reconhecem seus sentimentos e emoções e conseguem falar sobre isso, dando lhes um tratamento e destino adequado.
Outros cuidadores não conseguem com a mesma facilidade falar sobre o que pensam e sentem, mas é possível perceber através dos gestos e do olhar o quanto estão cansados e sensibilizados com a situação que vivem, mas com as condições de cuidar do familiar doente não conseguem dar um destino adequado para os seus sentimentos.
Algumas histórias…
Outro dia escutei uma esposa dizendo que duas coisas a deixavam muito chateada ao cuidar do marido com uma doença degenerativa:
- A primeira delas dizia respeito a dor em ver o marido numa situação de dependência física total, por conta da doença que apresentava.
- A segunda era com relação à inversão de papéis, pois ele sempre foi o provedor e a pessoa que tomava as decisões naquela família. Na atual situação isso já não era mais possível.
E aí, a esposa, que nunca assumiu um papel de liderança na família, passou a ter que tomar as decisões por ela, pela família e, principalmente, com relação ao cuidado emocional do marido.
A Importância do Cuidado Sustentável
Até porque, se pararmos pra pensar, uma rotina de cuidados que envolve banho, troca de fraldas, medicações, não é algo tão difícil assim de se estabelecer.
Aliás, eu penso que uma rotina de cuidados bem estabelecida é algo que organiza, diminui a ansiedade e ajuda a lidar com as novidades no cuidado a partir dali.
No caso que contei acima, não era a rotina de cuidados que atormentava a esposa, mas justamente aquilo que ela não poderia controlar, ou seja, a doença do marido e a inversão de papéis.
“Ela simplesmente precisava dar conta daquela nova situação.”
Daí a importância do papel do psicólogo, ajudar a família a lidar com frustrações, medo, raiva, depressão, seja do paciente ou do cuidador.
A decisão de cuidar ou não cuidar do familiar doente é exclusivamente do cuidador, mas é importante que ele possa limpar esse campo das emoções para poder tomar as decisões necessárias da melhor maneira possível.
Para isso, peça ajuda
Se você possui uma equipe de home care que cuida de seu familiar doente, peça ajuda do psicólogo da equipe ou procure nos postos de saúde, clínicas escola ou mesmo peça indicação para algum profissional que você conheça sobre psicólogos que realizam o atendimento domiciliar.
E lide com as questões emocionais que o cuidado domiciliar envolve. Será doloroso, mas organizar as emoções lhe permitirá organizar e ver o cuidado com outros olhos.
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Obrigada Dra Soraia boldarine , pelos videos e informacões
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Parabéns Dra Soraia, muito Obrigada
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Maria Rita, obrigada vc por estar conosco! Forte abraço
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Cuidei da minha mãe,ela tinha 92 anos,faleceu no dia 29 de setembro 2016,vinte quatro horas ,depois de uma cirurgia de cancer na mandíbula.Cuidei tbm do meu pai,morreu há quatro anos e quatro meses na UTI no hospital,teve AVC,pegou uma bactéria KPC.Eles tem três filhas,mas as outras duas abandonaram eles,mas eu nunca os abandoneis.Por isso ,fiquei enteressada no curso,agradeço muito a todos.Excelente!
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Olá, Ana Jaqueline! Obrigada por compartilhar sua história e estar aqui conosco! Vem novidade boa por aí 😉 Teremos mais aulas e cursos. Obrigada pelo carinho! Forte abraço, Soraia.
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Valeu,Dra.Soraia Boldarine.Parabéns pelo tema.Adorei e já compartilhei.Abraços.
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Obrigada, querida! 😉
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Olá Dr Soraia.
Somos em 4 irmãos, um já falecido.Fazem 3 anos que ficcava com meus pais de domingo a domingo,durante o dia.Tinham uma fruteira e comecei a ajudar e cuidar deles.Ano passado em fevereiro meu pai que era cardíaco,teve uma parada cardiorrespiratória e a partir daí, manifestou uma demência.A demência de Pick.Eu e minha mãe cuidamos quase sozinhas,as vezes alguém vinha.Ele tinha 86 anos.
Que infelizmente o levou em 29 de Junho de 2016. Fiquei cm ele até o último momento.Continuei com minha mãe ,de 81 anos,com diabetes,e algumas outras coisas da idade mas muito ativa.Estaca indo fazer as unhas em uma vizinha e foi atropelada em frente a sua casa dia 8 de dezembro de 2016.
Meu mundo desabou. Perdi os dois,em 6 meses,meu marido porque priorizei eles, e nosso comércio meus irmãos q eram visitas como não coloquei n papel me tiraram também.
Entrei em depressão, choro muito.
Sinto muito a falta deles.
Mesmo q tivesse que fazer tudo novamente faria.
Tenho um filho comigo e uma filha casada q me apoiam.
Mas não é fácil cuidar e perder.
O apoio psicológico é muito importante.
Desculpe o desabafo
Um abraço!
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Olá, Fatima! Que bom que pôde encontrar este espaço para desabafar. Cuidar não é fácil mesmo e eu espero que vc consiga superar este momento sozinha ou com ajuda profissional, se necessário. Não deixe de considerar esta possibilidade; isto pode te ajudar muito a se reencontrar e refazer sua vida. Obrigada por dividir uma parte de sua vida conosco e de estar aqui. Espero que os conteúdos do blog possam te ajudar a refletir. Forte Abraço, Soraia.
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Boa noite muito obrigada pela sua atenção perdi minha mãe a 6 anos vítima de um avc eu e minhas irmãs cuidamos dela durante 3 anos e agora minha sogra mora há 10 anos comigo tem 86 anos muito diferente da minha mãe que era amável minha sogra e saudável mas tem mania de doenças fui fazer um curso de cuidadora de 440.horas horas onde aprendi muito e sigo seu blogue muito bom que nos ajuda obrigado bjs
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Maria da Penha, muito obrigada pelo seu comentário e por estar aqui conosco. Parabéns pelo curso de cuidadora! Conhecimento nunca é demais. Forte abraço